Recomendação tática surge em meio a margens mais gordas e oferta apertada
JPMorgan – Em relatório divulgado recentemente, o banco norte-americano elevou de neutro para overweight os títulos da Braskem com vencimento em 2030 e 2031, alegando que o preço atual já embute o piso de recuperação e oferece “upside” expressivo caso o cenário continue melhorando.
- Em resumo: relatório (TRANSMISSÃO: Record) aponta risco de queda contido e potencial de alta relevante para os bonds 2030/31.
Spread atrativo e Petrobras mais ativa entram no radar
Os analistas destacam que a petroquímica conta agora com maior envolvimento da Petrobras em seu dia a dia, fator considerado construtivo pela equipe. Além disso, os papéis giram com spread que se aproxima da mínima da faixa de recuperação, limite que reduz o downside. Dados da Reuters mostram que, no mercado secundário, esses vencimentos já performam acima de pares latino-americanos desde o início de maio.
“Vemos o maior envolvimento da Petrobras de forma construtiva — sua mudança de um papel passivo para um mais ativo na administração é positiva para a tese”, escreveu o banco.
Oferta global enxuta deve sustentar margens até 2026
O JPMorgan acredita que a restrição logística no Oriente Médio e os danos em infraestruturas de óleo e gás vão manter o balanço de oferta e demanda apertado por mais tempo em polietileno (PE) e polipropileno (PP). O CEO da Dow, citado no relatório, calcula que a cadeia só volte ao normal até nove meses após um eventual acordo geopolítico.
Historicamente, períodos de oferta comprimida alavancam margens da Braskem, que depende de matéria-prima do etano e do propano. Em 2020, por exemplo, a mesma combinação de gargalo logístico e demanda resiliente elevou o Ebitda da companhia em 31 % frente ao ano anterior, segundo dados públicos da B3.
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Crédito da imagem: Divulgação / Braskem