Investimento bilionário pressiona cadeia de suprimentos e inclui mina brasileira
Pentágono – A Unidade de Defesa Econômica (EDU) do Departamento de Defesa dos EUA mobilizou recentemente um pacote de até US$ 200 bilhões para financiar mineradoras e fabricantes de ímãs de terras raras fora da China, estratégia que já envolve a brasileira Serra Verde.
- Em resumo: EUA querem suprir 50% da demanda mundial de ímãs até 2030, reduzindo a fatia chinesa de 94%.
Por que tanta pressa do lado americano?
Analistas lembram que, em 2025, quando Pequim restringiu exportações, linhas de produção de automóveis e mísseis quase pararam. Dados da Reuters indicam que cada veículo elétrico usa até 2 kg de ímãs permanentes.
“Estamos em nível de alerta máximo; não há tempo para deixar tudo ao mercado”, disse Rush Doshi, ex-diretor para China do Conselho de Segurança Nacional.
Brasil no radar: chance ou risco?
A Serra Verde, em Goiás, foi adquirida pela USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões, salto que coloca o Brasil no tabuleiro geopolítico dos minerais críticos. O país já responde por 1% da oferta global, mas tem capacidade geológica para multiplicar esse número, segundo estimativas do Serviço Geológico Brasileiro.
Historicamente, choques de oferta em terras raras reverberam na inflação industrial: em 2011, o Índice de Preços de Metais Raros disparou 260% em seis meses. Se o plano americano avançar, pode haver alívio nos custos de baterias e turbinas eólicas na virada da década.
Como isso afeta o seu bolso? Menos dependência da China tende a estabilizar preços de eletrônicos, carros híbridos e fundos atrelados ao setor de defesa. Para acompanhar desdobramentos sobre commodities estratégicas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Bloomberg