Investimento bilionário mira fornecer eletricidade contínua sem depender do clima
Caltech – A universidade californiana concluiu, recentemente, o SSPD-1, experimento que provou ser possível transmitir energia do espaço para a Terra, passo crucial na corrida financiada por Estados Unidos, China e Emirados Árabes para criar usinas solares em órbita.
- Em resumo: satélites fotovoltaicos poderão vender energia 24 horas por dia, driblando noite e nuvens.
Gigantes espaciais testam feixes de energia sem fio
O conceito, batizado de Space-Based Solar Power (SBSP), combina painéis ultraleves e antenas de micro-ondas que convertem luz solar em radiofrequência. A ideia ganhou manchetes depois que o SSPD-1 detectou, em solo, potência gerada no vácuo – sinal de viabilidade industrial, segundo a Reuters.
“A missão terminou com sucessos e aprendizados, mas o próprio instituto ressalta que energia comercial ainda é perspectiva futura.”
Por que isso pode mexer no custo da sua conta de luz
Hoje, parques solares terrestres perdem eficiência à noite ou sob nuvens, exigindo baterias caras. Em órbita, a captação é quase constante, o que poderia suavizar picos de preço e reduzir a necessidade de armazenamento. No entanto, relatório da NASA alerta que, mantidos os custos atuais de lançamento e materiais, o quilowatt-hora espacial seguirá mais caro que o de fontes renováveis convencionais até 2050.
Agências como a Agência Espacial Europeia testam o programa SOLARIS para definir padrões de segurança. Entre as exigências estão licenciamento de espectro, proteção de aves e aeronaves contra os feixes e seguro para eventuais falhas.
Como isso afeta o seu bolso? Se a curva de custos cair antes do previsto, empresas de geração poderão repassar tarifas menores – mas, caso contrário, governos podem subsidiar a tecnologia, impactando impostos. Para mais detalhes sobre inovação energética e seus desdobramentos econômicos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Caltech