Big techs e bancos disputam quem controla a nova rota do dinheiro digital
Visa – Em relatório divulgado recentemente, a gigante de meios de pagamento revelou que já liquida o equivalente a US$ 7 bilhões por ano em stablecoins, sinal de que a infraestrutura já opera em escala e ganha tração entre empresas que buscam reduzir prazos e tarifas internacionais.
- Em resumo: Projeção da Juniper Research aponta avanço de 373 vezes nos pagamentos B2B via stablecoins até 2035, saltando de US$ 13,4 bi para US$ 5 tri.
Da Meta à Sony: distribuição é o trunfo que vale bilhões
Enquanto a Meta prepara a integração de stablecoins em Facebook, Instagram e WhatsApp, a Sony Bank avança em uma moeda própria para PlayStation Store. Na prática, as duas companhias acenam a mais de 3,1 bilhões de usuários com sistemas de pagamento internos que prometem eliminar intermediários e retroalimentar seus ecossistemas. Segundo dados compilados pela Reuters, essa corrida colocou também bancos europeus, como BNP Paribas e ING, na fila pela primeira stablecoin em euro sob o MiCA.
“A próxima fase das stablecoins não vai ser definida pela tecnologia, ela já existe (…) Vai ser definida por quem tem usuários, canais de pagamento e licenças para operar.”
Velocidade de liquidação redefine custos e riscos cambiais
Historicamente, uma transferência internacional de US$ 100 pode levar até cinco dias úteis e envolver inúmeras tarifas ocultas. No piloto da Visa com a Wealthsimple no Canadá, o mesmo fluxo foi liquidado em minutos usando USDC, reduzindo não só o custo financeiro como também o risco de variação cambial durante o prazo de compensação.
Além disso, pesquisa da Fireblocks com 295 executivos mostra que 49% das instituições já usam stablecoins em operações cross-border, e 54% das que ainda não utilizam planejam adotar dentro de um ano. Esse movimento cria pressão competitiva: quanto mais rápido um concorrente fecha câmbio, menor o capital de giro que precisa manter parado.
Como isso afeta o seu bolso? Cada dia a menos de compensação libera caixa e pode aumentar margens em operações no exterior. Para entender outras inovações que podem enxugar custos operacionais, acesse nossa editoria de Tecnologia Financeira.
Crédito da imagem: Divulgação / Meta