Estratégia mira dependência da China e busca atrair capital estrangeiro
Ministério da Fazenda – Em Paris, Dario Durigan apresenta nesta semana ao G7 um pacote de argumentos para convencer governos e investidores a aportarem recursos na cadeia brasileira de minerais críticos, insumos vitais para baterias, turbinas e semicondutores.
- Em resumo: Brasil quer virar alternativa segura aos fornecedores asiáticos e captar novos bilhões para mineração e industrialização local.
G7 vira vitrine para o “novo mapa” de terras raras
A presença brasileira na reunião de ministros de Finanças do G7 dá a Durigan acesso direto a pares como Japão e Estados Unidos, maiores consumidores de minerais estratégicos, segundo a Reuters. Na agenda, estão ainda encontros bilaterais com a francesa Anne Le Hénanff (Inteligência Artificial) e a japonesa Satsuki Katayama (Finanças), potenciais parceiras em projetos de exploração e refino.
“O governo quer ampliar investimentos estrangeiros no setor mineral brasileiro sem abrir mão do controle nacional sobre os recursos naturais”, reforçou Durigan antes do embarque.
Impacto econômico: do subsolo à conta de luz
Se vingar, a estratégia pode reduzir gargalos de oferta global justamente quando a transição energética pressiona a demanda. Para o consumidor, isso significa queda de custos em produtos de alta tecnologia e, no médio prazo, pressão menor nas tarifas de energia – setor que também depende desses metais para turbinas eólicas e painéis solares.
Levantamento do Banco Central do Brasil mostra que o investimento direto no setor mineral vem crescendo, mas ainda responde por menos de 5% do IED total. Ao defender maior industrialização doméstica, Durigan tenta capturar valor que hoje escapa na forma de minério bruto.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Fazenda