Movimentação recorde reacende debate sobre conflitos de interesse
Escritório de Ética Governamental dos EUA – As declarações financeiras enviadas recentemente revelam que Donald Trump executou mais de 3.700 ordens de compra e venda entre 21 de janeiro e o fim do 1º trimestre, um ritmo superior a 40 operações por dia que sacudiu analistas de Wall Street.
- Em resumo: o volume negociado alcança dezenas de milhões de dólares e envolve gigantes como Nvidia, Microsoft e Boeing.
Fluxo de ordens supera padrão de fundos de hedge
Especialistas apontam que o número de transações lembra estratégias algorítmicas de alta frequência, pouco comuns em carteiras pessoais. “É uma quantidade insana de negociações”, avaliou Matthew Tuttle, da Tuttle Capital Management.
“Em mais de 40 anos de experiência em Wall Street, este volume é incomum para qualquer parâmetro”, disse Eric Diton, da The Wealth Alliance.
Risco de conflito volta ao centro do debate econômico
Ao negociar papéis de companhias que dependem de decisões governamentais, o presidente amplia questionamentos sobre vantagem informacional. Desde a aprovação da Lei STOCK em 2012, autoridades precisam reportar movimentos em até 45 dias, sob multa simbólica de US$ 200 – valor pago por Trump após atrasos.
No histórico recente, presidentes anteriores alienaram ativos ou recorreram a fundos cegos para evitar dúvidas. George H. W. Bush e Bill Clinton seguiram esse caminho; Barack Obama e Joe Biden mantiveram posições apenas em títulos do Tesouro. Trump, porém, mantém controle indireto de seus negócios, administrados por familiares e consultores externos.
Como isso afeta o seu bolso? Oscilações geradas por decisões políticas podem alterar preços de ações que compõem fundos de índice e carteiras de varejo. Para acompanhar análises diárias do mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Bloomberg