Movimento consolida aposta em biocombustíveis e eleva disputa no agro
Amaggi e FS Bioenergia anunciaram recentemente acordo para transferência de 40% do capital da produtora de etanol de milho por US$ 1 bilhão, transação que ainda aguarda aval do CADE. O negócio expande a presença da gigante de grãos no segmento de combustíveis renováveis e pressiona concorrentes a reagir.
- Em resumo: Amaggi pagará parte primária de US$ 100 mi e saldo em três parcelas anuais após o closing.
Sinergias de grãos e energia aceleram projetos no Centro-Oeste
Com logística robusta e originação de milho em larga escala, a Amaggi passa a dividir a operação com a controladora Summit Agricultural Group. Segundo estimativas da Reuters, a produção brasileira de etanol de milho deve dobrar até 2028, impulsionada por políticas de baixo carbono.
“Estou confiante no que estamos construindo juntos, especialmente na visão de longo prazo e na capacidade de execução que fundamentam este negócio”, destacou Blairo Maggi, fundador da Amaggi.
Mercado de etanol de milho e impacto no bolso do investidor
A FS processa mais de 6 mi t de milho por safra e gera 2,6 bi L de etanol ao ano. Mesmo com receita de R$ 12,8 bi em 2025, seu endividamento gira em torno de R$ 10 bi, o que reforça a necessidade de capital e de parceira estratégica. A entrada da Amaggi tende a reduzir custo financeiro e destravar a expansão das usinas em Mato Grosso, potencializando créditos de descarbonização (CBIOs) previstos no RenovaBio.
Como isso afeta o seu bolso? Margens de produtores rurais e de distribuidoras de combustíveis podem ser revistas, enquanto papéis de companhias ligadas ao etanol ganham novo fôlego. Para acompanhar os desdobramentos, acesse nossa editoria de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / Amaggi