Modelo agressivo de captação cria fogo-amigo no mercado de criptos
Strategy (BDR: M2ST34) – A companhia americana voltou a emitir ações e títulos em ritmo recorde para turbinar seu estoque de Bitcoin, estratégia que tem puxado 70% dos novos fluxos para a criptomoeda nos últimos meses.
- Em resumo: plano prevê levantar US$ 42 bilhões até 2027, direcionados 100% à compra de BTC.
Como funciona a “impressora” que abastece o cofre de 818.334 BTC
Desde 2020, a empresa usa o mecanismo at-the-market (ATM) para vender ações ordinárias MSTR a mercado, além de preferenciais como a STRC, cuja taxa se ajusta para manter o preço perto de US$ 100. Todo o caixa captado vira Bitcoin – hoje avaliado em cerca de US$ 61,8 bilhões, segundo dados da Reuters.
“No pico de 2024, o prêmio pago pelo investidor chegou a 2,8 vezes o valor dos ativos; agora gira em 1,2”, aponta Markus Thielen, da 10X Research.
Riscos: quando a engrenagem para de girar?
O rendimento das preferenciais – até dois dígitos ao ano – sai da venda diária de MSTR. Se o Bitcoin fraquejar ou o múltiplo mNAV encolher mais, a janela de emissão diminui e a conta de US$ 1,5 bilhão anuais em cupons pode ficar sem lastro. Além disso, reguladores podem impor novos limites ao uso de cripto em balanço corporativo, algo que o mercado monitora de perto.
Para o investidor brasileiro, as portas são duas: o BDR M2ST34, com tributação local de renda variável, ou uma conta global para acessar as preferenciais na Nasdaq – onde os pagamentos da STRC são classificados como retorno de capital, livrando-se do imposto de 30% retido nos EUA.
Como isso afeta o seu bolso? Se a “impressora” continuar rodando, a demanda extra tende a sustentar o preço do Bitcoin; se travar, o maior comprador vira potencial vendedor. Quer acompanhar cada movimento? Visite nossa editoria de Investimentos Inteligentes e receba análises diárias.
Crédito da imagem: Divulgação / Strategy