PMI sólido na China contrasta com recuos em Tóquio e Seul
National Bureau of Statistics da China (NBS) – divulgou recentemente que a atividade manufatureira continua em território de expansão, sustentando leves ganhos em Xangai mesmo com a escalada do petróleo provocada pelo impasse entre Estados Unidos e Irã.
- Em resumo: o Brent tocou US$ 126,50 (+7%) e o Nikkei caiu 1,06%.
Rali do petróleo eleva risco inflacionário global
O contrato de Brent para junho marcou o maior nível em quatro anos, salto que ganhou destaque na Reuters e reacendeu alertas de inflação mundo afora. Na prática, preços de combustíveis tendem a subir, pressionando margens empresariais e custos logísticos.
“O Brent para entrega em junho chegou a disparar mais de 7%, para perto de US$ 126,50 por barril, o maior patamar em quatro anos.”
Impacto cruzado: da indústria chinesa às ações brasileiras
Apesar de recuar para 50,3 pontos, o PMI oficial manteve-se acima da linha de crescimento, enquanto a leitura da S&P Global avançou a 52,2. Historicamente, essa combinação sustenta demanda por minério e grãos, o que costuma favorecer companhias exportadoras listadas na B3.
Por outro lado, o Kospi devolveu 1,38% após saltar quase 31% em abril, melhor resultado desde 1998 graças ao setor de chips. Caso a correção se aprofunde, papéis ligados à cadeia de semicondutores no Brasil podem sentir o efeito de um ajuste de valuation.
Como isso afeta o seu bolso? Um Brent acima de US$ 120 encarece gasolina e diesel, podendo acelerar o IPCA já nos próximos ciclos. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Estadão Conteúdo