Ganhos extraordinários fora da Bolsa levantam alerta de risco
Instituto ViaFoto – Um estudo recente revelou que uma coleção de fotografia vendida em leilão acumulou valorização superior a 380%, reacendendo o debate sobre o quão longe o investidor deve ir na busca por ativos alternativos para reduzir riscos sem comprometer liquidez.
- Em resumo: alta de 380% mostra potencial, mas evidencia a imprevisibilidade desses mercados pouco transparentes.
Liquidez e transparência: o calcanhar de Aquiles dos alternativos
Diferente de ações e FIIs, ativos como arte, participações privadas ou crédito estruturado não contam com um mercado secundário robusto. Segundo dados da Bloomberg, o volume global de arte ainda é pequeno quando comparado ao de renda variável, refletindo menor padronização e maior assimetria de informação.
“Ela é muito menos líquida, mais subjetiva e depende bastante de fatores como reputação do artista e validação institucional”, destaca Thierry Chemalle, professor da FGV, ao comparar fotografia com ações e renda fixa.
Onde encaixar fotografia, vinho e cripto em uma estratégia equilibrada
Especialistas costumam recomendar que exposições alternativas não ultrapassem 5% a 10% do patrimônio, faixa similar à vista em carteiras de grandes fundos de pensão internacionais. Dentro desse limite, ativos reais podem servir como diversificação adicional, especialmente em ciclos de inflação ou dólar alto, mas não substituem um mix bem calibrado de renda fixa, Bolsa local e internacional.
Como isso afeta o seu bolso? Exagerar no exotismo pode travar seu capital justamente quando surgem oportunidades na renda variável tradicional. Para acompanhar outras formas de otimizar seus investimentos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Instituto ViaFoto